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Posts Tagged ‘Redação Jornalística’

A partir de 2011, este blog não terá mais atualizações. Seus objetivos já foram todos alcançados: criar mais um canal de comunicação com leitores e fontes do Quatro; ampliar a experiência da leitura do jornal; e documentar as experiências dos alunos e os bastidores de produção das edições.

Embora não tenhamos mais novos conteúdos por aqui, manteremos o blog como um registro de nossos trabalhos e ações. Por isso, reforçamos o convite de navegar nos materiais postados, caso não os conheça ou queira revê-los. Sua passagem por este espaço é sempre bem-vinda. Volte quando quiser e fique à vontade.

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O jornal ainda não chegou da gráfica, mas você já pode conferir como ficou este número!

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Thiago Moreno

Xico Sá é um cronista da Folha de S. Paulo que escreve sobre a extinção do que ele considera um macho de verdade. Na sexta-feira, 17, em uma palestra para a 9ª Semana do Jornalismo na UFSC, evento organizado pelos alunos do curso, ele falou sobre sua experiência como repórter boêmio e favorecido pelas coincidências. Durante quase duas horas, contou casos de sua vida e respondeu a perguntas sobre jornalismo, inspirações e a participação no clipe do cantor Sidney Magal.

Para dar exemplo de como conseguiu as informações de algumas reportagens inéditas que cobriu, usou o caso do dono da empresa de táxi aéreo Brasil-Jet e tesoureiro do presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo César Farias. Xico disse que estava em um bar, quando ouviu uma influente figura do governo contando que PC estava em Londres. Ele, então, terminou sua bebida e foi ligar para a redação. Durante 18 meses pesquisou sobre o empresário e, hoje, considera esta matéria, publicada na Folha de S. Paulo em outubro de 1993, uma das mais importantes que preparou para o jornal.

Sua fala tinha como objetivo acabar com alguns mitos da profissão: “Nós não somos artistas. Aquela visão dos filmes não é bem verdadeira. Muito do que fiz começou em botecos, conversando com garçons e amigos e não investigando dossiês ou arrancando confissões”, confirmou em entrevista mais tarde.

O escritor explicou que para seu novo livro, Chabadabadá, aventuras do macho perdido e da fêmea que se acha, reescreveu e reuniu 99 crônicas antigas. As histórias são sobre devoção às mulheres, manias do homem moderno, angústias de amor e relacionamentos. O professor do Departamento de Jornalismo, Hélio Schuch, explicou que esse tipo de registro serve para preservar o texto. “Ninguém guarda o jornal do dia anterior e, mesmo que tente, o papel estraga. Publicando assim, dá pra manter a obra viva por mais tempo.”

Há oito anos, o jornalista não trabalha mais com notícias. Hoje, É colunista dos jornais Folha, Diário do Nordeste, Diário de Pernambuco e O Tempo, além do portal Yahoo!. Na televisão, faz parte do programa esportivo Cartão Verde e do Notícias MTV. “Eu dei risada e, ao mesmo tempo, conheci melhor a experiência de um cara que, para mim é referência.”, comentou a estudante Cecília Cussioli sobre o ar descontraído do evento.

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Milena Lumini

Os participantes do minicurso de Jornalismo Investigativo, que ocorreu durante os dias 13 e 15 de setembro, como parte da Semana do Jornalismo, na UFSC, discutiram os aspectos essenciais do trabalho de repórter como investigador: os métodos de apuração, as fontes de informação e os riscos. Ministrado pelo jornalista e professor da UFSC Mauro César Silveira, o minicurso possibilitou aos alunos ouvir histórias de êxito e fracasso de um repórter com experiência na investigação, como a cobertura do sequestro de dois uruguaios pela Operação Condor.

Alguns autores consideram todo tipo de reportagem investigação. Logo no primeiro encontro, Silveira definiu que fazer jornalismo investigativo é produzir matérias que abordam temas de relevância social e que estão escondidos do público. As descobertas devem ser realizadas pelo próprio repórter. “Hoje, temos um número maior de matérias sobre investigações do que de descobertas feitas pelo repórter porque falta tempo – essencial para uma boa apuração e cruzamento de dados”, explicou o professor.

O trabalho investigativo exige métodos objetivos e rígidos de apuração que nem sempre são ensinados. Segundo Mauro César Silveira, a competitividade entre os profissionais é um dos motivos que limitam a disseminação dessas técnicas, que muitas vezes atingem limites éticos. O professor discutiu que, dependendo do interesse público, algumas práticas são justificáveis, como se passar por outra pessoa e gravar de entrevistas sem o conhecimento das fontes. “Se há outra forma de conseguir a informação, o método já é condenável”, alertou.

Algumas investigações necessitam de mais de uma pessoa para apurar. Silveira contou que no caso do sequestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Díaz, que cobriu entre 1978 e 1984, repórteres de todo Brasil colaboravam com informações novas de suas fontes. “Nunca vi uma troca tão intensa, principalmente nos primeiros anos. Se houvesse o mínimo de egos, a gente não teria chegado a lugar nenhum”, revelou o professor.

Para Silveira, “o bom jornalismo investigativo produz consequências” como suscitar uma investigação policial ou do Ministério Público. Não raro, essas repercussões colocam o jornalista em risco. O jornalista paraguiaio Cândido Figueiredo, por exemplo, após publicar várias reportagens sobre o tráfico de drogas em seu país, passou a mudar de endereço com frequência, não vive mais com a família e convive com seguranças fortemente armados. Outras consequências mais amenas seriam processos judiciais contra o jornalista.

Apesar de se interessar pelo conteúdo exposto no minicurso, a estudante de jornalismo do quarto semestre, Ingrid Fagundez não se vê trabalhando nessa área. “É um trabalho que te consome muito, você não tem vida pessoal. Não sei se estou preparada para abrir mão e tanta coisa”, explicou.

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Daniela Nakamura

Imagens de bundas durante seis minutos. Os participantes do minicurso de Videoclipes, ministrado pela professora Aglair Bernardo, assistiram a cenas inusitadas como essa para inspirarem sua própria produção. As aulas foram realizadas durante a 9ª Semana de Jornalismo da UFSC, entre os dias 13 e 16 de setembro.

A teoria foi apresentada apenas no primeiro dia, com introdução às técnicas de videoarte e aos conceitos dos movimentos de vanguarda, como o dadaísmo. Bernardo Aglair mostrou aos alunos algumas bandas que marcaram época, como Rage Against the Machine e Radiohead Para a professora, o vídeo “Bundas”, da artista plástica Yoko Ono, representa um conceito-chave para vídeos dos alunos – sem densidade narrativa, mas com associações diferentes e chocantes.

“A intenção é mostrar cenas loucas mesmo, para arejar a mente dos alunos, que querem dominar as imagens, e pensam somente no lado jornalístico. O minicurso acaba funcionando como um start, pois desperta novas sensações e inspirações”, explicou a professora.

Seguindo as orientações da professora Aglair, os alunos de Jornalismo Nathan Mattes e Helena Stürmer produziram um vídeo baseado na música Subterranean Homesick Blues, de Bob Dylan, em que as câmeras foram presas ao corpo, a fim de captar imagens aleatórias de cenas cotidianas, num ritmo rápido, coerente com a melodia escolhida. A intenção do vídeo era transmitir uma “libertação intelectual”, saindo do padrão jornalístico de enquadrar e destacar as imagens.

Com um pouco mais de densidade narrativa – maior preocupação com a estória a ser transmitida -, outro grupo produziu um vídeo baseado no vampirismo e no lesbianismo, numa espécie de sátira ao best-seller Crepúsculo. A aluna de Ciências Sociais, Camila Souza Betoni, interpretou uma vampira que será seduzida por outra garota, aparentemente normal mas que também é vampira. As cenas foram gravadas no bosque atrás do planetário da UFSC, com improvisação de figurino e maquiagem.

O diretor do vídeo com as “vampiras”, Leandro Andrade, que já trabalhou em produtoras de Florianópolis, comprou velas, vinho, maquiagem, e trouxe até uma caveira que havia ganhado de presente para a filmagem. “É tudo na base do improviso e da inspiração, da tentativa e erro. É o que traz empolgação pra gente”, afirmou Andrade.

Ao todo, foram produzidos quatro videoclipes, exibidos para os próprios alunos na sexta-feira (17). Exceto o vídeo das “vampiras”, os demais tiveram duração curta, de no máximo cinco minutos, como nos videoclipes musicais. Seguindo a proposta de Aglair, os próprios alunos serão os divulgadores de suas produções, que estarão disponíveis do acervo do curso de Jornalismo e de outros cursos interessados.

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Thayza Melzer

A World Study Intercâmbio Cultural mostrou seus pacotes de viagem para o exterior na sexta-feira, 17, às 14 horas, no auditório do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. A palestra fez parte da programação da 9ª Semana do Jornalismo e teve como tema a importância do intercâmbio na vida profissional. Leandro Weigmann, um dos diretores do escritório de Florianópolis, aproveitou para explicar o trabalho da empresa, diferenciar os programas e tirar as principais dúvidas dos estudantes.

Existem programas para todas as idades, mas o foco dessa tarde eram os universitários de 18 a 28 anos. Os mais procurados são os cursos de idiomas, o Study & Work, no qual metade do tempo da viagem é para estudo e metade para trabalho, Au Pair, trabalho como babá e TRUE (trabalho remunerado para universitários no exterior). As principais vagas estão em lojas de roupas, redes de fast-food, hotéis-cassino, estações de esqui e resorts.

A remuneração varia de acordo com o empregador e com a quantidade de horas que se trabalha. O tempo da viagem é escolhido pelo cliente. “Normalmente, quem faz o TRUE fica de três a seis meses. O Work & Study, de seis meses a um ano”, exemplificou Weigmann. O custo da viagem depende do país escolhido. O destino mais procurado ainda é os Estados Unidos, mas países como o Canadá e a Irlanda estão atraindo cada vez mais público com pacotes que custam até R$ 2 mil a menos.

Outro programa da empresa é o Mochilão World, montado de acordo com a vontade do cliente. O estudante de jornalismo Vinícius Schmidt mostrou interesse, porém ainda acha o valor de US$ 2.070, aproximadamente R$ 3.500, muito alto. “Eu queria conhecer a Europa, países como a Holanda, França e Itália. Talvez viajar por conta própria saia mais barato”, concluiu.

Criada por ex-intercambistas, a World Study possui uma estrutura de apoio aos estudantes que querem viajar e também as suas famílias, com psicólogos especializados nos escritórios e acompanhamento do aluno durante o programa. Weigmann, que participou de três intercâmbios, afirmou que aprender a lidar com uma cultura e com costumes diferentes se reflete de maneira positiva no mercado de trabalho porque o estudante aprende a lidar com situações difíceis e a sair delas. “Cada vez mais os empregadores buscam contratar pessoas com esse perfil”, concluiu.

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Jéssica Butzge

Durante as manhãs de 13 a 16 de setembro da 9ª Semana do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, alunos do minicurso de Adobe Premiere Avançado no qual todas as 15 vagas foram preenchidas – aprenderam conceitos e técnicas avançadas em edição de vídeo para telejornalismo. O coordenador de produção da TV UFSC e professor dessas atividades, Augusto Veiras, abordou temas como a correção e tratamento de imagens, regulagem de áudio, geração de caracteres e criação de clipes e vinhetas, além de manipulação de imagens e textos.

A estudante de Jornalismo, Joice Balboa, diz que começou a trabalhar em uma produtora de vídeo na mesma semana do minicurso e que se surpreendeu com o que pôde aprender nas aulas. “Tudo o que ele falou vai ser usado na prática do meu trabalho. Aprendi em quatro dias efeitos de vídeo que nunca aprenderíamos na faculdade. Já deu pra ter uma noção de como vai ser a rotina em meu novo emprego”, afirmou.

O professor do minicurso conta que de um modo geral os estudantes não apresentaram muitas dificuldades. “As aulas foram mais expositivas para que eles apreendessem um grande número de informações. Talvez, eles enfrentem dificuldades quando usarem o que aprenderam sem um professor para orientá-los, como geralmente acontece até o aluno pegar a prática”, comentou.

Ao ser questionado sobre as dificuldades para ministrar o minicurso, Augusto Veiras reclamou que o pré-requisito para a inscrição era o conhecimento básico no programa Adobe Premiere, mas que alguns alunos ignoraram e foram mesmo assim. “Para um curso que se propunha ser ‘avançado’, boa parte dos alunos estava ainda bem ‘crua’”.

Além disso, a grande dificuldade do professor foi com relação ao tempo. “Tenho consciência de que derramei uma avalanche de conteúdo em cima dos alunos. Imagina o conteúdo de um semestre condensado em quatro dias!”, explicou Veiras.

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